Jó 31:21-40
21
Se levantei minha mão contra o órfão, quando vi que seria favorecido na corte judicial,
22
Que minha escápula caia do meu ombro, e meu braço se quebre de sua articulação.
23
Porque o castigo de Deus era um assombro para mim, e eu não teria poder contra sua majestade.
24
Se eu pus no ouro minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és minha confiança;
25
Se eu me alegrei de que minha riqueza era muita, e de que minha mão havia obtido muito;
26
Se olhei para o sol quando brilhava, e à lua quando estava bela,
27
E meu coração se deixou enganar em segredo, e minha boca beijou minha mão,
28
Isto também seria um delito a ser sentenciado por juiz; porque teria negado ao Deus de cima.
29
Se eu me alegrei da desgraça daquele que me odiava, e me agradei quando o mal o encontrou,
30
Sendo que nem deixei minha boca pecar, desejando sua morte com maldição,
31
Se a gente da minha casa nunca tivesse dito: Quem não se satisfez da carne dada por ele?
32
O estrangeiro não passava a noite na rua; eu abria minhas portas ao viajante.
33
Se encobri minhas transgressões como as pessoas fazem, escondendo meu delito em meu seio;
34
Porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me atemorizou; então me calei, e não saí da porta:
35
Quem me dera se alguém me ouvisse! Eis que minha vontade é que o Todo-Poderoso me responda, e meu adversário escrevesse um relato da acusação.
36
Certamente eu o carregaria sobre meu ombro, e o poria em mim como uma coroa.
37
Eu lhe diria o número de meus passos, e como um príncipe eu me chegaria a ele.
38
Se minha terra clamar contra mim, e seus sulcos juntamente chorarem;
39
Se comi seus frutos sem pagar dinheiro, ou fiz expirar a alma de seus donos;
40
Em lugar de trigo que me produza cardos, e ervas daninhas no lugar da cevada. Aqui terminam as palavras de Jó.
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